Temos inúmeros exemplos de empresas, dentro de nosso segmento de concessionárias de automóveis e de caminhões, que nasceram, passaram pelas etapas de infância, adolescência, juventude e chegaram à vida adulta como verdadeira referência para o mercado, muitos chamam esse estágio de “Empresas Válidas” outros autores as denominam como “Empresas Benchmark” e até de “Empresas de Excelência” eu escolhi, por uma série de razões a denominação de “Empresas Campeãs”. O campeão é respeitado, é o primeiro, todos querem copiá-lo, tem o respeito do mercado, todos querem trabalhar na equipe, enfim, é um termo de simples entendimento e de uma força de significado como nenhum outro.
Para se chegar ao patamar de “Empresas Campeãs” há todo um caminho a percorrer, com uma metodologia própria que vai desde o sonho do empreendedor em montar o negócio, que se transforma em realidade a partir do momento que monta a empresa com os meios de produção (Capital+Trabalho). Cria-se a organização com a divisão das atividades, e seus respectivos níveis de responsabilidade, a correspondente autoridade e, então, entra a fase da administração com suas etapas tradicionais de análise, planejamento, execução e controle. Em uma fase mais avançada entra o momento, que eu hoje entendo ser a mais difícil, que é o das PESSOAS que consiste em colocar a pessoa certa no lugar certo e estimular o surgimento dos Líderes (Pessoas de Competência Superior) que são os motores que movimentam a Empresa na direção do pico da pirâmide onde se encontram os diferenciais, tais como; aspectos organizacionais, serviços inovadores, produtos diferenciados que são alguns dos fatores que fazem com que a empresa se torne uma “Empresa Campeã”.
Mas essas empresas, como dizia no inicio deste texto, deixam de priorizar a oxigenação de suas estruturas e por consequência perdem os diferenciais de seus produtos ou serviços e entram em um processo doloroso de envelhecimento e até de falência e ou desaparecimento. Cito alguns exemplos, e com certeza você que lê este artigo, lembrará de outros tantos nomes que foram verdadeiras escolas para muitos de nós que estamos até hoje atuando na cadeia produtiva e de distribuição de automóveis, tais como Bruno Tress, Sabrico, Auto Modelo, Gauchacar, concessionárias da marca VW, Senap e Santo Amaro da marca Ford, eram verdadeiras escolas e referência para quem quisesse inovar no segmento de distribuição de automóveis e nos serviços de pós venda, hoje não existem mais.
Quando sentimos algum sintoma que algo não vai bem com nossa saúde, procuramos um médico, que é o profissional habilitado para nos prescrever um tratamento buscando nossa cura. Então não deixe a sua empresa entrar nesse processo de entorpecimento, pois isso é como uma doença que necessita de um diagnóstico preciso no tempo certo de um profissional competente na área para tomar as medidas corretivas e voltar a colocá-la no patamar das “Empresas Campeãs”
Jose Soler
É Bacharel em Ciências Sociais pela FFB, Administrador de Empresas pela FIG, Especialização em Economia pela FGV/EASP, MBA -Programa de Gestão Avançada pela FDC/INSEADE-Fontanemblou/França. Ex-Diretor de Vendas da Volkswagen e responsável pela Rede de Concessionários, é Palestrante e Sócio-Proprietário da Empresa de Consultoria-Rossi & Soler- Soluções Organizacionais e ocupa o cargo de CEO da RODOFORT Implementos Rodoviários.