Por GISELE METER
Comportamentos considerados típicos do gênero feminino podem ser uma vantagem competitiva se incorporados também ao mundo dos negócios. A forma como as mulheres interagem tem sido alvo de estudos e especulações, pois difere muito da maneira como a maioria dos homens conduz suas negociações.
Há pesquisas que mostram, inclusive, maior potencial de sobrevivência dos negócios quando existe uma mulher envolvida na direção da empresa. Como mostrou um estudo publicado no International Small Business Journal, apontando que empresas iniciantes compostas por mulheres na diretoria têm 27% menos risco de falir se comparadas com outras organizações que se constituem formadas exclusivamente por homens em cargos de decisões estratégicas. O que indica a ampla capacidade de poder de negociação e decisões assertivas de mulheres. Ou seja, elas também têm muito a ensinar sobre negócios.
Warren Buffett, o maior investidor do mundo, utiliza muito o instinto feminino na hora de decidir, sendo este o tema do livro “Warren Buffett – investe como as mulheres” de Louann Lofton. Qualidades femininas como a capacidade de construir relacionamentos, paciência e colaboração, diferem consideravelmente da abordagem masculina no mundo corporativo, e a forma como estas competências "femininas" têm gerado resultados é inegável.
Ao observar como as mulheres interagem, podemos aprender muito com os seus comportamentos e assim utilizá-los para o próprio desenvolvimento profissional. No entanto, é importante saber que homens e mulheres têm estilos diferentes de comportamento, não sendo nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Se procurarmos aprender com o que cada um tem de melhor, podemos contar com a possibilidade de mudança e transformação mútua trazendo resultados positivos para todos.
Tanto homens aprendendo com mulheres, como mulheres aprendendo com homens, se desenvolvendo como pessoas e como profissionais melhores. E você, concorda?